<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540</id><updated>2012-01-20T07:56:29.827-08:00</updated><title type='text'>Alberto Pantoja</title><subtitle type='html'>Jornalista, psicólogo e psicanalista.
É autor de vários artigos publicados em revistas especializadas e autor do livro: Para Além da Auto-Ajuda – Vida e Trabalho.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-5304908187436775582</id><published>2012-01-17T05:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T05:38:30.297-08:00</updated><title type='text'>Memória e Ficção: Uma Vida é Só Uma Vida Capítulo II</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Memória e Ficção: Uma Vida é Só Uma Vida&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Capitulo II&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Nunca mais pude ver Manuela.” Foi o que registrei precedentemente. Penso que “nunca” é palavra perigosa. A expressão “nunca mais”, mistifica situações e sugere desistência, além de precipitar saudade e nostalgia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Manuela não foi pra sempre de mim e nem da vida. Seu semblante perdurara em meu ser o tempo todo. Uma presença arrebatadora. Não compreendia que sentimentos, ou, que sentimento. Se eram muitos, ou, um sentimento apenas. Sentia-me numa prisão passional, metafórica. Tinha a sensação de já ter vivido tudo, mesmo sendo ainda um menino. Era uma prisão paradoxal, estranha, corrosiva. Surpreendentemente também confortável, pois permitia certas convicções e dentre todas, uma certeza apaziguadora de que eu queria “estar do lado dos prisioneiros e não dos carcereiros.” De todo modo, eu era refém de uma situação. Porém com a verdade do pensamento e da linguagem da criança, eu vivia tudo aquilo e não sabia o motivo. Mas tinha medo. Medo de que pudesse estar me regalando da condição de doença de Manuela. Assim, embalando-me de ser absolutamente saudável. O que não é raro entre alguns.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;De vez em quando, perguntava-me, por quais dilemas passava Manuela? Recorria vez ou outra, à minha mãe, inquirindo-a sobre Manuela. Se não iriam trazê-la de volta para a sua casa?! Meu medo maior era de que ela não existisse mais, como meu cachorro Rex, que se foi de um instante ao outro, e nunca mais pude vê-lo. A casa de Manuela continuava a mesma, assim eu pensava. Seu pai saía todos os dias cedo. Seus irmãos com o mesmo semblante de sempre. Sua mãe conversava com minha mãe o tempo todo, parecia, secretamente. Mas suas jóias expostas de uma maneira arrogante tornavam-na uma figura caricata e sem sentimentos, assim eu pensava, não sabia o que os outros pensavam disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um dia, em meus contatos secretos e solitários com a morte pedi que essa me desse à luz de como estava e o que acontecia com nossa colega-minha e de vocês leitores que me acompanham nesse caso. Sem titubear, ela a morte, definiu bem tudo: “tratava-se de uma falência da vida. E o motivo estava em tudo que aquele ser de sofrimento, não conseguira em toda a sua vida, contemplar como referenciais, ou seja: afeto; olhar, que pudesse sugerir futuro; segurança, que orientasse saídas nos momentos difíceis e por fim, o pai, que era um pai patrão. Seu pai não sinalizava um sentido existencial.” A morte era sempre, me parecia, imparcial e assertiva. Em nenhum momento passava a mão em minha cabeça. Surpreendentemente, sem alento, e de pronto, veicula que, “Manuela estava em um lugar em que todos que estavam ali, se correspondiam confusamente, mas que entre eles havia entendimento. Às vezes, se arrastavam pelo chão, defecavam e se mijavam e que entre eles haviam alguns que se diziam saudáveis e autorizados e que sugeriam para a sociedade que tratavam desses seres infelizes.” Por último, de uma maneira tranqüila a morte anunciou, “gostar muito de fazer plantão lá no hospital, pois naquele lugar, ela era muito benvinda”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Fiquei grilado com a expressão “Pai Patrão”. O que de fato quis dizer a morte?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Manuela era vítima do próprio pai? E, de repente, tudo que se fazia em mim interrogação, aparece do nada-do nada não, de uma gaveta-de forma resoluta, o que eu precisava esclarecer. Procurando uma agulha em uma gaveta, em minha casa, deparo-me com uma carta de Manuela para seu pai. Supus que a mãe dela teria passado para minha mãe para que esta, lesse e desse sua opinião, e dessa maneira, a mãe de Manuela entregaria a carta, ou não, para o pai da garota.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Guardo esta primeira e mais duas encontradas do mesmo jeito e que anunciarei para você leitor, de modo que possamos compartilhar tudo desse caso tão instigante e inusitado. Todas as cartas tinham letras garranchadas, o que me levou a grande dificuldade para lê-las.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Segue a primeira carta:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;“Pai”,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Peço desculpas por estar gerando tanto transtorno e talvez vergonha, não sei, para nossa família. Pai, já de muito vinha me sentindo muito fragilizada e vivendo uma vida de medo... &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Os dias se tornavam mais e mais insuportáveis. Meu peito doe ao ponto de eu pensar em explodir, sempre a angústia tem sido a pauta maior de meu cotidiano. Sinto-me desamparada. Sem olhar de pai e mãe. Você, por um lado, vivendo sua vida de negócios e, assim, sem nenhuma atenção para seus filhos, sem nenhum olhar; sem nenhum afeto. Tanto é desse jeito, que você não veio em nenhum momento me ver. O que me faz mais entristecer é me deparar com todos os outros pacientes recebendo a visita de seus pais a todo tempo. Não quero o pai dos outros, pois quero apenas o meu. Pai está tudo confuso. Está tudo caótico. Tem horas que ouço vozes me atacando, dizendo que eu não mereço viver, que é melhor morrer. Por outro lado pai, tenho a sensação de que minha mãe é egoísta, vaidosa e não tem sensibilidade nenhuma para com meu sofrimento. Todas as vezes que esteve aqui no hospital veio como se estivesse vindo a uma festa de tão produzida e com tantas jóias. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Pai, minha tristeza é dilacerante. Choro o tempo todo e não consigo dormir, mesmo estando encharcada de remédios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Apesar de tudo te amo e sinto muita saudade de você. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Adoro-te. “Te amo, te amo.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A segunda carta encontrada era objetiva e surpreendentemente assustadora, me deixando atônito e escandalosamente triste. Num papel amassado e sujo, talvez manchado de lágrimas, apenas dizia:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;“Pai”,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Estou morrendo. Adeus!&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Sua filha que muito lhe ama e precisa.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deixo a terceira carta para um outro momento. Crio coragem e peço para que minha mãe me levasse até nossa protagonista. O que me foi concedido. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ao chegar ao Hospital Espírita Caminhos para São José, encontro Manuela magra, com uma expressão de uma tristeza tão profunda, com os olhos vermelhos e esbugalhados e os cabelos totalmente oleosos e embaraçados, cena que me levou ao choro disfarçado. Manuela somente passou a mão em minha cabeça, deu um sorriso e não falou absolutamente nada. Fui embora levando Manuela comigo. Vi Manuela! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-5304908187436775582?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/5304908187436775582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/memoria-e-ficcao-uma-vida-e-so-uma-vida_17.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/5304908187436775582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/5304908187436775582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/memoria-e-ficcao-uma-vida-e-so-uma-vida_17.html' title='Memória e Ficção: Uma Vida é Só Uma Vida Capítulo II'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-1305077002084158039</id><published>2012-01-04T10:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T10:38:48.718-08:00</updated><title type='text'>Um bom livro e um cafezinho</title><content type='html'>Eu e Priscila Coelho batemos um papo sobre literatura e café, assistam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://redesuper.com.br/amplificador/um-bom-livro-e-um-cafezinho/"&gt;http://redesuper.com.br/amplificador/um-bom-livro-e-um-cafezinho/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-1305077002084158039?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/1305077002084158039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/um-bom-livro-e-um-cafezinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/1305077002084158039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/1305077002084158039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/um-bom-livro-e-um-cafezinho.html' title='Um bom livro e um cafezinho'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-3075995715232497139</id><published>2012-01-04T05:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T05:51:56.388-08:00</updated><title type='text'>Memória e Ficção: Uma Vida é Só Uma Vida</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -82.6pt; tab-stops: 439.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -82.6pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;As manhãs eram claras. O cheiro docafé insinuava a beleza da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Lembro-meda sensação de que todos dormiam e acordavam felizes e com a certeza de que avida era para sempre. Pois que tudo acontecia de modo simples e prazeroso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Aspessoas conversavam muito; olhavam umas para as outras. Olhares, sem dúvida,que veiculavam&amp;nbsp; sentimentos e sugeriamparceria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Todosesperavam o anoitecer para compartilhar o cotidiano. Esse, geralmente, rico dedetalhes e revelador de destino a favor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Tenhoa lembrança incerta de que se trata de 1960. As crianças brincavam soltas ecriativas; umas eram Tarzan, outras Gary Cooper. Sonhávamos sempre com o outrodia e antes do sono profundo e descompromissado, era quase certa a especulaçãosobre as surpresas do novo dia que estaria por acontecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Lembro-mede meu pai sereno, sentado no jardim, ouvindo Maysa, Anísio Silva, Orlando Diase Dolores Duran. As músicas me faziam questão e me jogavam para um estado denostalgia que me acompanha até aqui e penso, jamais, irá me deixar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Morávamosnum bangalô branco com janelas verdes. Tinha um pátio que tomava toda à frenteda casa e seu piso era de uma cerâmica vermelha. Os espaços do interior dobangalô eram amplos, o que permitia que tivéssemos sempre uma sensação de totalliberdade. Havia uma escada de madeira que fazia a passagem do térreo para os cômodosdo andar superior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Lembro-meque à noite, ficávamos, eu e meus irmãos, esperando o momento dos fantasmassubindo e descendo os degraus; os fantasmas homens faziam barulhos graves e osfantasmas mulheres precipitavam barulhos agudos com seus sapatos altos.Tremíamos e colocávamos a cabeça sob os travesseiros. Narrávamos uns para osoutros os detalhes de cada fantasma. Se homem, gordo ou velho; se uma mulher,bonita ou feia. Porém, o medo era impressionante e mais mobilizador dehistrionismo quando pensávamos ser o fantasma criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Tudoera alegria, pois, achava que todas as pessoas eram felizes; sem exceçãocrianças e adultos, até meus cachorros: o Rex e a Laika.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Entretanto,da noite para o dia, tudo de um mundo suposto alegria, risos e brincadeiras,fora bater em outra porta, a da angústia. Não compreendia muitas coisas quepareciam de simples compreensão para a maioria das pessoas. Ficava muitoressaltado em minha alma o envelhecimento triste de alguns, o semblante detristeza de uns jovens e as fachadas das casas denunciadoras de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Laressem amor e de sofrimento. Eventos que estavam muito perto. Olhava para aspessoas tentando perscrutar suas almas; o que estariam pensando; o que estariamsentindo;&amp;nbsp; se tristes ou alegres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Euera o menino estranho, calado, porém muito observador. Tinha a sensação de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;quenos ambientes chamava a atenção de todos, fosse ambiente familiar e, ou,ambiente outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Quandoos enigmas da existência passaram a me fazer questão, o Inferno relatado nasigrejas passara a existir dentro de mim. Pois, a angústia e a tristeza começarama fazer parte do meu cotidiano. Não conseguia dormir, a dor no peito era&amp;nbsp; penosa e dilacerante. Fazia de tudo para quealguém, meus pais, ou até amigos, pudessem compreender o que eu vivia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Pensoaté que os pais não têm vocação nenhuma para compreenderem a dor da alma dosfilhos. São perfeitamente vocacionados e se tornam especialistas em sorrisos ealegrias. Pois gostam e sempre visualizam a expressão de felicidade daquelesque vem ao mundo para fazer o papel de precipitadores de alegria e de solucionadoresde ideal. Os pais viram o rosto e o olhar fica de soslaio para a angustia e a dorda alma daqueles que ainda não sabem se defender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Duascasas à direita de minha casa morava a família Quaresma. Penso que era o pai, amãe e cinco filhos. Era uma família abastada. A casa era muito luxuosa. O paium comerciante realizado. Comercializava gêneros alimentícios e, parece, tambémtinha torrefação de café. Era um homem conversador e sugeria estar semprealegre. Cumprimentava todo mundo, porém dentro de sua casa, carregava umafisionomia carrancuda. Diziam que não gostava dos filhos, porém, que para oresto do mundo significava uma pessoa sensível e disponível. Gostava de falarde caridade e se achava o homem íntimo de Deus e dos santos. Seus filhos eramcalados e eu tinha a impressão de que viviam tristes e sem rumo. Quatro deleseram já mais velhos circundando a faixa dos 25 e 20 anos. A mais jovem tinha 18anos e era chamada de Manuela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Sempreque passava Manuela me cumprimentava e eu a tomava sempre como uma moça frágile seu olhar induzia uma dúvida sobre o destino. Ao contrário a mãe estavaconstantemente- tinha-se a impressão- olhando para o mundo e as pessoas comtotal indiferença. Saía todos os dias para os salões de beleza, suasindumentárias eram ricas de detalhes e de cores. Andava sempre com muitas jóiase penteada. Era realmente uma mãe diferente, pois nunca se observava manifestaçõesafetivas para com os filhos, como havia de outras mães. Sua existência era a alarmante&amp;nbsp; impunidade diante das tragédias do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Numdomingo de manhã chuvosa, surpreendo-me com a senhora Maysa Quaresma sendoatendida por minha mãe que por seu lado depois do encontro dera algunstelefonemas. Fiquei imediatamente atento e curioso para o fato. Não demorou em queeu compreendesse que algo de muito grave estaria acontecendo com Manuela. Ou, Melhor,há muito tempo Manuela clamava por ajuda. Pois ela entristecida, recuada do mundo,existência voyerista da insensibilidade e da indiferença dos pais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Pensoque o espelho pelo qual o pai se vê deverá repercutir cuidados e projetosquanto ao destino do filho. E a mãe que se apega a um cotidiano pautado pelo supérfluoimpede a filha de consistência vivencial e de referência do que é ser mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;AssimManuela infeliz reduzida a um mundo que era seu quarto clamando refúgios nopeito do outro. Performances inadequadas em tudo que significava&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;suavida. Angustiada e deprimida, além de que insone, sofria sem amparo, vivendouma dor sem explicação, padecia na solidão de seu ser. A dor era intensa eemergia de cada poro sem aviso, dor única; dor proveniente de fonte velada nainfância da mesa farta, porém sem olhar que favorece a construção da alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Umdia após a constatação de que algo ocorria com Manuela, ficara sabendo que amoça triste do bairro iria se submeter a tratamento. Vi quando a ambulânciachegara à casa dos Quaresma e fiquei de prontidão. Espantei-me com o quadro como qual me deparei, ou seja: Manuela descabelada e magra urrava como um animal ese debatia nas mãos daqueles homens que não carregavam uma pessoa, mas, sim,parecia uma boneca de pano profundamente gasta pelo tempo. Colocaram-na paradentro da ambulância. No entanto, minha amiga, promovida pelo meu imaginárioinfantil, cruzara o olhar rapidamente com o meu, como que, talvez, sedespedindo, para que eu nunca mais deixasse de nela pensar. Nunca mais pude verManuela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Empurravaos dias não sabia para onde. Pesaroso e silenciado, ouvia os gritos de Manuela.Sua máscara de horror repercutia em meu ser denunciando o espectrosobre-humano. Em meu silêncio de incompreensão traduzia tudo aquilo num idiomainconcebível e não existente. Os comentários no meu entorno me irritavam.&amp;nbsp; Haveria de existir uma saída para minhaperplexidade e o terror, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;imaginava,pelo qual passava Manuela. Procurava Manuela em todas as gretas da existênciahumana.&amp;nbsp; Olhava para o sol e esperava alua. Contava os dias obsessivamente. Andava para todos os lados. Às vezes,sentia-me adulto, maduro. Às vezes, sentia-me um bebê que se depara com acomplexidade de tudo. Imaginava-a risonha e solucionando tudo apenas como uma&amp;nbsp; brincadeira. Pensava-a ironizando a farturana qual vivera imersa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Eua desenhava inteira, bonita, e, sem constrangimento, concebia-a com roupasdiferentes das que trajava normalmente. Fazia-a tomar posse de todas as jóiasde sua mãe. E, muitas vezes, até desenhava-a contando todo o dinheiro de seupai. Porém, sabia que eram apenas simulações autorizadas pelos desenhos. Aquilotudo não confortaria Manuela e não a traria de volta. A realidade era única,Manuela estava longe desse mundo. Estaria falando outra língua. Sem dúvida, suamente, estaria exercitando novos raciocínios e criando novos seres, que não os comuns.Enfim, seu olhar configurava novas luzes, jamais vistas. Portanto, anjos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;verdadeirosfaziam parte de sua interpessoalidade. Não mais os anjos forjados, dessa maneira,invejosos, ciumentos e desleais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Abusca interminável, a lágrima por vir. E nada mais será como antes. As noitesnão me darão mais sonhos- esse é o sentimento. Os sonhos se deslocam dos seusinstantes nas noites e passam a abrir meus olhos apropriados de um único olhar-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;olharde outrora, do ontem que se faz hoje. Somente isso, mais nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Pascal,parece solucionar assim, não de outro modo, “Toda a infelicidade do homemderiva de uma única coisa: ele é incapaz de ficar tranqüilamente em&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;seu“quarto”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Minhasnoites eram intermináveis. Enfiava-me embaixo dos lençóis com os olhos abertostentando planejar alívio. Limpava minhas lágrimas com o mesmo lençol que meseparava do mundo. Minha dor amalgamava-se com a dor daquela &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;queestava longe e perto. A distância comprimia e me dissolvia. Ninguém sabianinguém queria saber o que eu vivia, muito menos o que sofria. Recordava orosto de Manuela, ouvia sua voz. Inventava diálogos e gestos. Tudoinconsistente, tudo volátil. Sobrava mesmo o barulho das folhas das árvoresdelirando e alucinando a primavera de um novo&amp;nbsp;tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Comentários:“Manuela está muito mal”;&amp;nbsp; “Ela estáfazendo tratamento com choque na cabeça”;&amp;nbsp;“Coitada, está parecendo bicho”; “Não fala coisa com &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;coisa”;“É muito sofrimento e ainda se mija e se defeca toda”;” Os médicos estão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;totalmentesem “esperança quanto à sua recuperação”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Recordarnada mais é do que “trazer de volta ao coração”. Recordo-me que em meio a essaturbulência desalmada, comecei a pensar que passava a compreender a vida e quepara fazê-la melhor e mais longeva teria que dar transparência e sentido deisenção a tudo. Porém tarefa árdua e somente aqueles que caminham na direção dasabedoria, são capazes do exercício dos fatores precedentes.&amp;nbsp; Todavia, refletia que para o homem, aaprendizagem com o desconhecido e a afetação com o que é humano, deveria ser aprincipal pauta para o destino. Assim o homem não estaria&amp;nbsp; garantido para nenhum futuro. Sofrimento,dúvida e angústia, seriam necessariamente ingredientes certos da existência.Sendo a alegria e a felicidade circunstâncias exíguas que escapam dacomplexidade para o simples da existência humana. Porém poucos são aqueles quesuportam conduzir a vida no trilho da simplicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Soliciteide mim mesmo, desde cedo, um olhar atento e delicado para tudo o que é humano. Exigidesde antes e para sempre sensibilidade e compreensão para o que possasignificar acidentes de percurso na vida dos semelhantes. Claro sem a estratégiadas concessões, mas sim com atitudes orientadas pelo desejo de ver a vida do outropulsando indo em busca do que realmente faz a vida ter sentido, ou seja, vidade verdade. Mesmo que perto ou distante. Gostava de observar os detalhes dasfisionomias das pessoas fosse em casa ou em qualquer outro ambiente. Raramenteia à região de comércio de minha cidade por opção. Pois minha mãe gostava devestir os filhos para que pudessem acompanhá-la nas compras. Era inevitável,que, vez ou outra, eu tivesse que ir. Claro que sempre era uma jornada absurda.Porém aproveitava para olhar as pessoas. Assim, os gestos, como andavam aarquitetura humana que cada um representava, se velho ou jovem, e mais, comoteria sido a história daquele ser. Às vezes, de segundo a segundo, pensava que noinstante do encontro de olhares jamais viria a encontrar-me com aquela pessoa.Outros momentos eram insistentes meu diálogo com a morte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;_Quando você vai levar aquela velha ou aquela criança?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Respondia-me:_ “Não levo ninguém, pois apenas acompanho a vida de todos, com&amp;nbsp; discernimento e nenhuma emoção. Não soupassional, apenas sou vigilante e matreira. Aproximo-me sempre daqueles queestão vivendo o insuportável da existência. Não funciono no registro do tempo esim no registro dos rostos. A angústia e o pesadelo são os meus faróis.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Sempreque se iniciava a interlocução mórbida o cenário mudava. O que consistia em pessoasandando nas ruas, umas com pressa, outras absortas, olhando vitrines com odesejo magnificado querendo levar tudo para suas casas, veementemente pautadaspor manhãs e tardes ensolaradas. O cenário transformava-se em mais ninguém enenhuma vitrine e a claridade desaparecia e uma névoa escura cercava-me depavor e de certa excitação que somente as crianças são capazes deexperienciá-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Lembro-meque minha mãe perguntava-me da performance de silêncio a que me submetia. Masmesmo num estado de&amp;nbsp; horror, insistia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;_Onde você mora? Você mora longe daqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;_&amp;nbsp; “Moro em vários lugares ao mesmo tempo. Moronos hospitais e também nas creches.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Passeiona verdade em todos os lugares e busco persistentemente compreender o mundo. E&amp;nbsp; se você me perguntar, do que gosto.Responderei que sou fascinada pela fragilidade escondida na arrogância. Nãoescolho ninguém, sou escolhida. Minhas ações são a espreita. Não faço discursoe não tenho aviso. O silêncio “é a única coisa que me movimenta.”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Eramdiálogos rápidos. Tenho a impressão de que duravam apenas alguns segundos.Procurava encerrá-los, sendo que começava a tremer meu interior. Ficava&amp;nbsp; apavorado, porém algum sentimento bom faziacom que voltasse a repeti-lo. Todavia, não contava para ninguém, era umaespécie de pacto impenetrável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Minhacuriosidade pela vida era insistente e prevalecente quanto a tudo quesignificava tormento. A vida estava sempre no circuito da perseverança e da plausibilidadeda esperança. Impedia-me com força da desistência. Meu mundo era para mim mesmocompreensível e pouco dava respostas às intervenções do entorno&amp;nbsp; e das pessoas. Solucionava tudo no ambientede minha própria solidão. Sentia-me guardião de minha singular condição humana.Os impasses convocavam-me para as soluções por mais que o sofrimento fosseimpiedoso. No entanto percebia que minha vocação maior na vida e para a vidaera ser cronista do dilema humano, pois tudo me fazia questão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Assim,penso, fui aprendendo a lidar com os eventos humanos. Fosse alegria, tristeza,morte, doença. Os&amp;nbsp; choros e os risos paramim eram a metáfora da vida. Todo laço familiar significava muito. Buscavacompreender as sintonias e as rupturas. Ressaltava sempre o significado dos&amp;nbsp; papéis: o sentido de mãe, de pai, de irmão ede todas as proximidades circunstanciais das pessoas. Porém, sem dúvida, oquadro que mais me chamava a atenção era o de uma mãe chorando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Lembro-meque em 1960 mudara para perto de minha casa a família Madruga. Era composta depai, mãe e quatro filhos. Assim como algumas famílias brasileiras, os Madrugaviviam um cotidiano sem motivo para a alegria, pois um dos filhos, Ricardo, aosdois anos de idade contraíra a paralisia infantil e ficara com as seqüelas advindasdesse mal. Ricardo contava já com 12 anos quando o conheci. Moreno, rosto fino comexpressão triste sugeria sempre perplexidade. Seus cabelos delineados emcaracóis vivos ficavam sempre desalinhados. Sua voz grave era sintônica com os movimentosde braços e cabeça. Tinha um porte avantajado que contrastava com suas limitaçõesfísicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Fundeirapidamente uma amizade consistente com Ricardo. Parceria que se desenvolvia acada encontro. Incondicionalmente compreendíamos as demandas emergentes. Fossetristeza, angústia, alegria, esperança, ou, até mesmo, os medos quanto aoamanhã. Sobremaneira impressionava-me ouvir Ricardo falar sobre o que era sua vida.Sua sensibilidade causava-me arrepios comoventes. Seus motivos existenciais patrocinavamem mim esperança. O tour que meu amigo perfazia pelos consultórios médicos era desgastante&lt;st1:personname productid="em demasia.  Lembro" w:st="on"&gt;em demasia. &amp;nbsp;Lembro&lt;/st1:personname&gt; que Ricardosubmetia-se a cirurgias com uma freqüência que impressionava. Não sei dizerquantas. Mas era assim; uma no pé, depois no joelho e depois na perna esquerdae desse modo, sucessivamente, sessões de fisioterapia. Seu aliado incansávelnessa luta pela vida era seu pai. Até hoje tenho como referencial imperativopara meus momentos de incertezas existenciais aquela imagem do Sr. Ricardocarregando o filho de casa para os médicos e dos médicos para casa. Marcou-memuito também o olhar de esperança do pai para o filho. Cada palavra, cadagesto, cada abraço, do pai de Ricardo, me faziam pensar que a vida de meuamigo,&amp;nbsp; estaria garantida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Porvolta dos 14 anos Ricardo já conseguia dar os seus primeiros passos comconsistência. Nossos encontros eram constantes e lembro que seus pais resolveramtransferir Ricardo para o mesmo colégio que eu estudava e recordo-me que fiqueimuito alegre, pois até comentava com meus pais e os outros amigos, falava para essesque Ricardo era muito legal e que seria ótimo que estivesse estudando junto coma turma. Pelo lado de Ricardo eu percebia que o mesmo estava a cada dia quepassava antes do inicio das aulas com a expressão de quem estava muito feliz eem todo momento de nossos encontros fazíamos planos para o nosso cotidiano noColégio Suíço Brasileiro. Numa manhã de Domingo, Ricardo solicitara minhapresença em sua casa. Imediatamente andei em sua direção. Deparei-me com umasituação que em milésimos de um tempo lógico interpretei que algo de graveocorria com meu amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Encontrei-olívido e com a expressão de grande dor e ainda, seu corpo, parecia um pêndulo agitadoque denunciava a agonia interior de alguém que sofria no âmago da atemporalidade.Em minha chegada, sem dar qualquer palavra, entregou-me um iogurte de morango.Disse-lhe que gostava muito de morangos. Ricardo dera um olhar para distante e disse-me:“_ Sim, é muito bom. Eu também gosto!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Parecia-meestar vivendo um impasse. Provocado pelo balançar do corpo sem equilíbrio e osilêncio interrogativo de Ricardo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Century Gothic&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;XXX&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_1135272625"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1135272626"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-3075995715232497139?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/3075995715232497139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/memoria-e-ficcao-uma-vida-e-so-uma-vida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3075995715232497139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3075995715232497139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/memoria-e-ficcao-uma-vida-e-so-uma-vida.html' title='Memória e Ficção: Uma Vida é Só Uma Vida'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-6118807794747877081</id><published>2012-01-03T15:55:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T04:16:33.065-08:00</updated><title type='text'>Reflexão Urgente</title><content type='html'>&amp;nbsp;A pauta imposta pelos significantes não e sim em nossas vidas merece cuidados. É singular. Aprende-se cedo o dizer sim para todas as circunstâncias, ou seja, desenvolvemos performance desenvolta em utilizá-lo à medida do passar dos anos.     Temos inegável dificuldade com o não, pois não ganhamos discernimento em colocá-lo a nossa disposição em nosso estar no mundo. Existencialmente a impossibilidade do recurso do não, emerge sempre como fator de intimidação e constrangimento. Enfraquece vitalmente, já que é acompanhante do medo.     O não nos permite sustentabilidade cotidiana e implica o ser em uma luta sistemática contra a morte. Diferentemente do sim que é parceiro das concessões. O não livra-nos de sermos marionetes do outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-6118807794747877081?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/6118807794747877081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/reflexao-urgente-pauta-imposta-pelos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6118807794747877081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6118807794747877081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/reflexao-urgente-pauta-imposta-pelos.html' title='Reflexão Urgente'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-1654682060549944888</id><published>2012-01-03T03:46:00.001-08:00</published><updated>2012-01-04T05:49:14.987-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aos amigos desejo que o ano de 2012 seja o espaço e o tempo das mais incríveis realizações. E que cada pensamento e cada sentimento possam traduzir legitimamente todo um conceito verdadeiro de uma história de vida bem cuidada e muito desejada.Observação: a partir do dia 04/01, estarei postando de dois em dois dias capítulos de meu próximo livro Memória e Ficção: Uma Vida e Só Uma Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-1654682060549944888?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/1654682060549944888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/aos-amigos-desejo-que-o-ano-de-2012.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/1654682060549944888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/1654682060549944888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2012/01/aos-amigos-desejo-que-o-ano-de-2012.html' title=''/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-6772984298684278868</id><published>2011-12-09T08:01:00.001-08:00</published><updated>2011-12-09T08:02:10.146-08:00</updated><title type='text'>Para Luciana Drumond</title><content type='html'>Acredite:&lt;br /&gt;Não adianta subterfúgios. Nada vence a competência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-6772984298684278868?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/6772984298684278868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/para-luciana-drumond.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6772984298684278868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6772984298684278868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/para-luciana-drumond.html' title='Para Luciana Drumond'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-2547034246046671982</id><published>2011-12-06T12:03:00.001-08:00</published><updated>2011-12-07T09:19:39.770-08:00</updated><title type='text'>EXCERTOS D`ALMA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Com que olhar olho o mundo?&lt;br /&gt;Que fascínio se impõe e me ausento?&lt;br /&gt;Para que lado indica a seta do não-sofrimento?&lt;br /&gt;Lembro do olhar e do sentimento,&lt;br /&gt;Da esquina do encontro que caminha para o destino.&lt;br /&gt;Sozinha, feminina, falo da verdade que não é minha.&lt;br /&gt;Caminho do encaminhar-me para o percurso da dúvida.&lt;br /&gt;Vida que pulsa e soluça no choro da nostalgia.&lt;br /&gt;Militância do exército que exercita a paixão que impede a solução.&lt;br /&gt;Amanhã só o ontem.&lt;br /&gt;Hoje sem amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que vale&lt;br /&gt;Não é o tempo certo,&lt;br /&gt;Não é o tempo do encontro,&lt;br /&gt;Não é o tempo do discurso,&lt;br /&gt;Não é o tempo do dia,&lt;br /&gt;Não é o tempo da noite,&lt;br /&gt;Não é o tempo do sol,&lt;br /&gt;Não é o tempo da lua,&lt;br /&gt;Não é o tempo do sábado,&lt;br /&gt;e nem do domingo,&lt;br /&gt;Mas é o tempo do desencontro do eu com as suas ficções,&lt;br /&gt;É o tempo do vivido. É o tempo da possibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompi com o meu amor e me alienei para o que tenho: minha existência. O desamor, promovido por uma separação, confundiu-me com a ficção de um conto todas as noites da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformei-me em mim na esquina de um saber outro, com o sofrer vinculado a uma decisão.&lt;br /&gt;Encontrei-meno desamparo promovido pela "amizade" sugerida por aquilo que não sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha história comporta e sugere toda a verdade.&lt;br /&gt;Quando a nego forjo uma estória mítica de mim mesmo. Como resultado: a ilusão.&lt;br /&gt;Nisso compreendo o porquê da minha insinceridade diante do que verdadeiramente sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos possíveis advém do resgate de percursos que compõem a história. Somente a vida como metáfora diz de uma verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais sugere a verdade do sujeito do que uma menor distância entre a sua afetividade e a sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença infantil do homem advém dos atendimentos às reivindicações impostas pelo Outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fadiga existencial concerne-se à sutileza da montagem que administra a dimensão dos personagens que o sujeito representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da janela materna mira-se o mundo. Pela porta paterna adentra-se numa afeição pela vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centramento existencial compreende uma ética e uma estética d´alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade consiste em nos livrarmos dos grilhões do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruptura com o passado somente se dá por uma via, a atualização pela palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer atitude, qualquer gesto sempre serão consequência de um script ( do que é humano )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização do suporte corpo reflete o equívoco de uma vida, pois o câncer começa na alma e corrompe basicamente a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos clamantes de chocolates, de balas de limão, de sonhos e de ilusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos sempre mais, pois foi &amp;nbsp;o que nos prometeram. Temos &amp;nbsp;pavor da falta, visto que não nos avisaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos viemos de muito longe, porém insistimos em ficar perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não está violento, apenas esquecemos o que é humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes beijamos bocas sem alma, e nos angustiamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma maltratada coloca à disposição do sujeito uma coisa: a angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens "ficam" para se experimentarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres não se assustem, os homens hão de se tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom pai não é o que quer consertar o filho, mas o que faz a manutenção de uma existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos iguais até que mudamos a direção do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo não fala porque não mente! O corpo não fala, implora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A droga é uma resposta ao insuportável da espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é domingo e não há praça ou luar que te faça serenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem clama por adjetivos, e se decepciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança é a razão dela mesma. Mas a mãe acha que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imortalidade só existe para os tolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais sofreremos a dor dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos interpretar a nossa verdade, pois ela nunca se presta a subterfúgios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está estragado já funcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo tropeço é consequência de um passo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manha sugere sempre uma mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda ( nova ) inserção na vida só é possibilitada a partir de uma saída anterior de algo ( antigo ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: "Para Além da Auto-Ajuda. &amp;nbsp;Vida e Trabalho"&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Livro à venda na livraria: Dia de Ler.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diadeler.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.diadeler.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-2547034246046671982?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/2547034246046671982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/excertos-dalma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/2547034246046671982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/2547034246046671982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/excertos-dalma.html' title='EXCERTOS D`ALMA'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-3695940073837534946</id><published>2011-12-02T09:11:00.001-08:00</published><updated>2011-12-02T09:12:01.285-08:00</updated><title type='text'>Ele sabia!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele sabia, apesar daquela noite, sem lua e sem estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O vento gritava lá fora e o peito apertado, gemia de umador, jamais sofrida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele arrebatado por uma saudade invasora e torturante, simplesmenteinclemente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ele, sabia que algo o transportava para o outro dia. Elesentia que de manhã, com a aurora, poderia se refazer e encontrar-se com o sol,claro e brilhante, sugerindo pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim, diria a ela&amp;nbsp;que haveria muita semelhança entre a alegria dele e tudo dela,representado pelo seu olhar...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sorriria dizendo-lhe: há esperança!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No outro dia seria o dia com uma manhã para eles. Então,caminharia em sua direção, para&amp;nbsp; lhedizer: Te amo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-3695940073837534946?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/3695940073837534946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/ele-sabia_02.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3695940073837534946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3695940073837534946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/12/ele-sabia_02.html' title='Ele sabia!'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-5112852824421078495</id><published>2011-11-23T10:12:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T10:12:13.091-08:00</updated><title type='text'>Canto-ria</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando os Pássaros cantam,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O melhor é pensar na vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois não há desencontro,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não há dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há futuro perpassando a existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O pássaro canta e eu penso...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O pássaro canta e lamento o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lamento o choro do desamparo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim, se o pássaro canta,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perturba-me o coro de crianças,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pedindo um mundo melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando os pássaros cantam...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; AlbertoPantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-5112852824421078495?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/5112852824421078495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/canto-ria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/5112852824421078495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/5112852824421078495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/canto-ria.html' title='Canto-ria'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-3424497073343704026</id><published>2011-11-23T10:11:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T10:11:29.662-08:00</updated><title type='text'>Viva!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando tudo for poeira&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quero te ver inteira,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para poder te abraçar, te abraçar...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E ter a certeza de que a vida é assim,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois é apenas um sopro de viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; AlbertoPantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-3424497073343704026?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/3424497073343704026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/viva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3424497073343704026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3424497073343704026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/viva.html' title='Viva!'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-6953877658240960838</id><published>2011-11-23T10:10:00.003-08:00</published><updated>2011-11-23T10:11:02.835-08:00</updated><title type='text'>Desvio do destino</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O tropeço sinaliza o equívoco,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do percurso que consente o não sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Da sombra que acompanha a alma,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pois, o que habita a vida é o outro em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não há como não ser. Até quando serei?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O percurso levou-me a desvios do destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda há pegadas do fantasma que vigia,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para sublimar a ilusão do dizer nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim, de todo impasse um soluço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Basta sofrer para não se querer a noite!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabendo-se que, em algum dia, se resumirá a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Embora, o fantasma se encarregue de afastar a sombra, &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para outra esquina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-6953877658240960838?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/6953877658240960838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/desvio-do-destino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6953877658240960838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/6953877658240960838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/desvio-do-destino.html' title='Desvio do destino'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-7067279154223360722</id><published>2011-11-23T10:10:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T10:10:25.475-08:00</updated><title type='text'>Abismo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O sol traduziu três poemas da lua,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Num dizia de uma senhora cansada,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E já sem aptidão para a vida...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Compreendia que o tempo passou,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E que já não valia retornar lá onde esteve.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Noutro, o registro trazia um jovem rapaz,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que desejava ter vivido tudo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não compreendia que somente se vive,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que é possível, ou o que não fica obscurecido,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pelo não dá conta de ter sofrido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O sol sentiu pela lua. Pois, como é difícil!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A solidão da noite, talvez, não seja tão diferente,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Da ilusão da alegria do dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;AlbertoPantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-7067279154223360722?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/7067279154223360722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/abismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7067279154223360722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7067279154223360722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/abismo.html' title='Abismo'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-4533769353328871249</id><published>2011-11-23T10:09:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T10:09:48.695-08:00</updated><title type='text'>Alhures</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O medo exacerba todos os sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O sentimento posto presume um tempo outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em outro tempo já fomos outro e não lembramos do sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O sentimento requer lembrança...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas a memória se recusa e se faz eufórica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Assim, não permite tempo contado, não supõe lógica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Somente sentimento e uma solidão de não se sabe o quê.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-4533769353328871249?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/4533769353328871249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/alhures.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4533769353328871249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4533769353328871249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/alhures.html' title='Alhures'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-8289254349142117168</id><published>2011-11-23T09:27:00.001-08:00</published><updated>2011-11-23T09:27:42.009-08:00</updated><title type='text'>Querer viver!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Toda alma se desencontra diante do vulnerável amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Todo corpo se fragiliza frente o surpreendente da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida fica com medo quando o corpo, sem alma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O fôlego não é medido pela respiração,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas pelo soluço de querer viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A morte, ou, de sair da vida, ou, de ir pra nunca mais,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deve ser indesejada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Amanhã, ou, hoje, o palco de quem quer viver. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-8289254349142117168?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/8289254349142117168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/querer-viver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8289254349142117168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8289254349142117168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/querer-viver.html' title='Querer viver!'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-4255210849649830749</id><published>2011-11-22T04:33:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T04:34:05.758-08:00</updated><title type='text'>Rosto Vago</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Encontrei-a em um dia escuro de Agosto. Algo em mimmobilizara-se. Não sabia do que se tratava. Talvez um pormenor de surpresa.Tentava compreender, discernir. Porém, um rosto se imprimia em meu ser sempermitir defesa. Um rosto que gerava um semblante incompreensível. Não sei lhesdizer se de dor ou de desencontro, de alheamento. Com convicção não era umamáscara dessas que nos colocam no rosto, para que nos represente no circuitoexistencial e social, forjada por nossos laços parentais. Apenas um rosto quedenunciava um enredo triste e de profunda angústia. Perplexo com aquele quadroque só podia ser humano e mais nada, perguntei-lhe, “o que a trazia até mim”?Deu-me um sorriso vago e imediatamente, disse-me: “você é um assassino.”Lágrimas sem gemido, sem nenhuma afetação, caíram sobre aquele rosto jovem, masjá com rugas denunciantes de uma vida acostumada ao trágico. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sua fala chamando-me de assassino indicou-me que ela tinhaintenções premeditadas. Talvez, um eu de dor teria de ser eliminado ousubtraído para uma outra convenção existencial ou, até, para um desempenho devida menos submetido à ênfase da carência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;À medida do tempo e dos dias sinalizava-se que ela, inteligentee muito sensível, pedia que a compreendesse, quanto a um seu sentimento, a umaconstatação: seu desamparo. Pois tinha pai e não tinha; tinha mãe e não tinha.Tem pai, vaidoso e abastado. Tem mãe, de soberba rara em alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Emergente em nossos encontros e paralelamente a esses,aparecia um novo estar-no-mundo, uma nova modalidade de viver. A agressividade,o desequilíbrio e os gritos reivindicantes deram lugar a um relativo e pequenoapaziguamento. Esse estado de menos perturbação e de mais perplexidade,precipitava menos busca paterna, e essa, até então, interminável busca sempredava na ironia e na indiferença. Convictamente, esse precedente, o curtocircuito mais atroz ao qual o homem possa estar submetido. Pois, impedidor defuturo com paz razoável. Aquém ou além do registro desse pai fomentador dedesespero, havia a mãe que impedia sentimento de amparo, facilitador deesperança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ela se consignava em mim para fazê-la viver. Eu permitia. Eua recepcionava e sugeria novo script. E, assim, nos convencíamos de soluções.Forjávamos sentimentos outros, que não aqueles do drama paterno. Provocávamosda mesma vida, uma vida outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Criança chorava dia e noite. Evento, que denunciava umacongestão de afetos sem significação para o caminho da gestão da vida comsentido. Hoje, são possíveis sorrisos motivados. Vê-se a expressão de um rostorecipiente de conteúdos plausíveis, num rosto com rugas que perfazem o “mapa”de um viver retomado, resgatado, vetorizado e valorizado para um amanhã queacontecerá pleno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu fiquei e ela se foi. Eu sem saudade e ela com vontade deviver. Talvez, podendo olhar para traz sem dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-4255210849649830749?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/4255210849649830749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/rosto-vago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4255210849649830749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4255210849649830749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/rosto-vago.html' title='Rosto Vago'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-7394823315692675239</id><published>2011-11-16T12:30:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T12:30:32.794-08:00</updated><title type='text'>Expansão</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois, que cedo começara a ler..., de tudo. Desde os clássicos. Surpreendera-se com o vislumbrar de um mundo amplo; um novo mundo. Passou a conhecer lugares, jamais antes imaginados.&lt;br /&gt;Impactou-se com fascinantes alvoradas e emocionou-se com dias e noites encantadoras.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Conhecera homens e mulheres com histórias inusitadas. Deparou-se com crianças alegres e bem tratadas; também crianças sofridas e sem esperança.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Encurtou distâncias, solucionou dúvidas da existência. Sentiu medo... Acordou de alguns pesadelos. Sonhou. Sonha...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje sua pauta de vida está escrita no livro que se chama maturidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-7394823315692675239?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/7394823315692675239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/expansao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7394823315692675239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7394823315692675239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/expansao.html' title='Expansão'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-7468305378635331278</id><published>2011-11-16T09:41:00.001-08:00</published><updated>2011-11-16T09:41:36.423-08:00</updated><title type='text'>Perplexidade Fragilizante</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Estamos imersos num cotidiano rico em surpresas e desafios. Cotidiano advindo do mundo globalizado e em crise, que submete todos a um estado de perplexidade fragilizante. Por um lado, vê-se, diante do quadro, uma minoria, com inserção impulsionada às vantagens e generosidades. Por outro, muitos, quase todos, submetidos à inibição econômica, social e&amp;nbsp;&amp;nbsp;ideológica. Portanto, ao primeiro grupo, a inclusão e o encantamento; ao segundo a exclusão e o desencanto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Para os brasileiros, parece pauta do destino. O que serve, unicamente, para o registro da desconstrução da alma, de uma massa populacional,&amp;nbsp;&amp;nbsp;que sofre e&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;agoniza, acomodada com os ditames do “assim seja”,&amp;nbsp;&amp;nbsp;do “há que se conformar” e do “deixa-pra-lá”. Parece que muitos nasceram do lado da angústia, da desesperança. Enquanto outros pouquíssimos, nasceram, privilegiadas ganharam berço na bonança e/ou no oásis existencial. Pois bem, país configurado em duas margens.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não há mais como tapar a pobreza e a desigualdade com a peneira do silêncio mórbido. Não dá mais para ficar nas soluções promovidas por lideranças pautadas pela soberba e pelo júbilo perverso.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Chegou a hora do equilíbrio que promova o destino de todos e não somente de alguns.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todos os brasileiros estamos à espera de atos advindos de uma política viabilizada pela maturidade. Precisamos de instituições dignas, honestas, que neguem o corporativismo. E assim possam destituir a autorização da loucura que vinga&amp;nbsp;&amp;nbsp;em seus quadros. Por essa via, possamos acreditar que deputados, senadores, magistrados e governadores, fiquem parceiros de um povo que apenas quer trabalhar e viver o sentido de cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-7468305378635331278?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/7468305378635331278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/perplexidade-fragilizante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7468305378635331278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/7468305378635331278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/perplexidade-fragilizante.html' title='Perplexidade Fragilizante'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-3365620031525359572</id><published>2011-11-16T09:40:00.001-08:00</published><updated>2011-11-16T09:40:36.418-08:00</updated><title type='text'>Constatação</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;Ela era demasiadamente bonita, realmente linda. Desde muito cedo tomou gosto por se admirar, por gerar semblantes, projetá-los para o seu entorno, de modo, a imprimi-los na alma de todos. Sempre adorou estar sob chuvas de elogios. Compreendia a vida como palco da beleza, acreditava que nesse palco, haveria sempre, seu lugar garantido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Bem nascida, supunha-se escolhida, dona de seu destino. Nada e ninguém, poderia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;interferir em seu caminho forrado de alegria e ornado de amor. A equação maior e que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;jamais a deixaria era a certeza: beleza gera esperança e esperança gera felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Definitivamente não se daria à tristeza e a angústia jamais a escolheria. Dimensionava-se para além de qualquer agrura, pois forte, altiva e diferenciada de tudo que pudesse sugerir senso comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela não se importava com o passado. Ela não se importava com o presente. Ela só dava trela para a certeza do amanhã, o futuro rico de tudo que, pensava, merecia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Menina tinha bonecas, suas preferidas eram as Barbies e adorava penteá-las. Moça&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;colecionava revistas e essas, seu espelho, pois se referenciava o tempo todo nas modelos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;e artistas. Mulher gostava obstinadamente de cuidar de seus cabelos. Seu gosto pelos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;penteados virara uma obsessão. A cada dia solicitava para si, um corte, ou, um penteado&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;da moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ninguém tem dúvida dos mistérios da vida e esses estão sempre incidindo em nós de algum modo. Ela não poderia ser uma exceção e não sabia. Sonhava, sonhava... Seu&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;quarto era o ambiente de que realmente gostava. De lá, projetava sua vida, imaginada,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;para&amp;nbsp;&amp;nbsp;o mundo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Subitamente, ela começara a amar. Primeiro, o menino vizinho, que passava em baixo de sua janela e que deixou de existir. Começara uma novela nova, um personagem lhe chamava a atenção. Fora paixão pra valer. Motivava insônia, tremor, tristeza, raiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Apaixonou-se sempre sem a mínima sustentabilidade para suas paixões. Amou... Amou desenfreadamente. Mas os gostos não são iguais para todos. Enganava-se e sofria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;Sofria muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Insidiosamente a valorização do passado começara a implicá-la e a vida de sonhos e ilusões começou a desmoronar. Assim, tristeza e temor do hoje e do amanhã,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;ressaltavam- se em seu cotidiano. A amargura se transformava em comportamentos e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;desesperos. Buscava recursos, prioritariamente, em sua coleção de revistas de imagens&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;das celebridades televisivas. Virava duas páginas e, de imediato vivia a fúria e em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;seguida a vertigem por não dar conta de se deparar com cabelos belos, viçosos e muito&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;bem penteados. Raivosa rasgava cada página com expressão de crueldade, apenas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;queria aniquilar a beleza daquelas que significaram modelos para si, em tempos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;recentes.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Ela não sabia para aonde o tempo a levaria. O olhar do pai que acreditava ser o melhor indicador do destino sucumbira.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Compreendia que sempre fora um vetor de existência frágil e que sugeria a dissimulação. O susto maior emergira ao se dar conta que a constante complacência da mãe não seria o que a salvaria. Portanto, solitária e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;desamparada, se perdia e se abandonava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Era manhã de domingo. Manhã chuvosa, escura. A dor no peito referenciava o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;sofrimento. Não havia pai. Não havia mais mãe. Somente um mundo, para ser errante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Andar pelas ruas. Andar pelas noites frias, com medo. Era a prevalência da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;inconsciência. Caminhava com pressa. Sua mente repleta de imagens, de pensamentos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;A estranheza a habitava, torturando-a. A opressão de uma existência forjada na pauta da certeza e da garantia. Ela, nas tardes dos dias nublados, passou a atacar os cabelos, bem penteados de todas as moças que se descuidavam de sua presença. Pendurava-se nos fios de cabelos bem tratados e gritava: Bem feito, bem feito!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-3365620031525359572?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/3365620031525359572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/constatacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3365620031525359572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/3365620031525359572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/constatacao.html' title='Constatação'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-8114671221370766597</id><published>2011-11-09T10:20:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T10:20:33.289-08:00</updated><title type='text'>Palco de desesperança</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;É inevitável que se compreenda ser o Brasil palco de lideranças sem comprometimento e implicação com os rumos da nação. A história brasileira ressalta posicionamento e atitudes, sobretudo, com a marca do mando arranjado perseverante, e, ou, do desmando originado de funcionamento pessoal patológico, considerando-se todos os poderes do país. O percurso histórico brasileiro registra impactos de acontecimentos que pões em prova a paciência e o sentido de ingenuidade de seu povo, por exemplo, a gestão política tem sido a conseqüência de performances das lideranças dissimuladas e com escassez de profundidade. Daí temos um Brasil com fome, entristecido e sem esperança.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;A mídia, com sua competência inegável e com perseverança, apresenta para a sociedade brasileira e para o mundo esse inusitado estado de sucateamento a que se submete nossa nação. Sinaliza um cotidiano de funcionamento de nossos políticos que sem dúvida, sugere irresponsabilidade, insensatez e incopetência.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Pois bem. Tomamos mais um susto advindo da loucura dos senhores dos palácios,. Com a alma já sofrida de outros acontecimentos, surpreende-nos, agora, o cinicamente denominado apagão. O povo é convocado a prometer esforços e dar respostas – solução para os transtornos irreversíveis. Porém, para além do apagão energético, contata-se, e devem ser sublinhados, os apagões: de consciência, de memória e de sensibilidade. Claro, desses senhores, que sob o efeito da arrogância narcisista e da obnubilação de suas consciências, sem dúvida, mitômanos inverterados, simulam o futuro do presente da nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-8114671221370766597?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/8114671221370766597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/palco-de-desesperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8114671221370766597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8114671221370766597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/palco-de-desesperanca.html' title='Palco de desesperança'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-2991330098195275966</id><published>2011-11-09T10:18:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T10:18:05.083-08:00</updated><title type='text'>Diplomacia</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; width: 490px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não fosse a chuva, o silêncio era completo. Acordada e desacordada consigo, sofria e pensava que havia morrido para o mundo. Aquela madrugada lhe parecia eterna. Andou pela casa e recordava outros tempos. Pensou na vida... Imaginariamente freqüentou lugares, lembrou-se de pessoas, na verdade, voou para o passado. Mas para justificar a dor da angústia, solicitou de si equilíbrio.&lt;br /&gt;Irina sabia que algo se pronunciava diferente no convite de Mateus, gerente do supermercado Ênfase. Porém, antes que fosse aberta a porta do amanhecer daquele dia especial, ainda visitou a porta-retratos para ganhar forças dos rostos e expressões daqueles entes queridos que habitavam os compartimentos de sua alma, mas que já estavam no além. Visitou-os, um a um, relembrando situação, circunstâncias vividas e proporcionadas por aqueles que o jogo da vida e da morte, impusera a adeus inevitável de algum dia.&lt;br /&gt;Um tanto de esperança se apropriou de Irina. Surpresa se animou e um sentimento, que não sabia nomear, significou bem-estar.&lt;br /&gt;Mateus tinha sido claro e objetivo. 'você quer ou não quer aceitar esse desafio?' Pensou, que é capaz', disse para Irina, Mateus. Precisamos aqui no Ênfase de alguém com seu perfil, ou seja, assim: educada e paciente'.&lt;br /&gt;Irina se arrumava, com a satisfação e dúvida, de uma adolescente que se prepara para o seu primeiro baile. Estava alegre. Por que não dizer feliz? Diante do espelho sorria e com cuidado, penteava os cabelos lavados. Pensava na roupa, que teria que ser adequada para sua estréia no Ênfase sabia, o seu grande palco de resgate de uma vida que poderia ser importante, plena e longeva, daquele dia em diante.&lt;br /&gt;Porém, leitor, cumpre-me fazer uma inconfidência, e, desde já, peço-lhe desculpas. Pois na noite que antecedeu esse dia de libertação da vida de Irina, esta nossa querida personagem deu-me um telefonema e nesse demonstrava-se perplexa e preocupada.&lt;br /&gt;_ Alberto, boa noite, você pode conversar um pouco?&lt;br /&gt;O que , imediatamente, consenti. Disse-lhe que falasse a vontade, perguntou-lhe se estava bem.&lt;br /&gt;_ Meu querido Alberto você não imagina o que me aconteceu!? Sabe o supermercado Ênfase? Pois é, o gerente Mateus me convidou para ser hostess. Você sabe do que se trata?&lt;br /&gt;Fiz um hum... humm. E, assenti, que mais ou menos, tinha alguma noção.&lt;br /&gt;Sem titubear, e como uma metralhadora de palavras e sentimentos, passou a me explicar qual seria sua nova missão.&lt;br /&gt;_ O Mateus quer que eu seja o 'cuidado' com os clientes, mas muita imparcialidade, equilíbrio e serenidade. Toda a orientação ao cliente dentro da loja vai ser função minha. Terei que exercitar condições de dizer não e também sim para os clientes. Minha performance deverá ser firme nos momentos que exigirem firmeza, mas em outras situações que exigem flexibilidade terei que disponibilizá-la. Parece-me que algumas tentativas já foram realizadas em outras empresas. No entanto pela complexidade que se estabelece quanto aos relacionamentos no âmbito da hierarquia das lojas supermercadistas, essa experiência não tem dado muito certo. Porém o pessoal do Ênfase quer experimentai-la. O Mateus me disse que eles pensam que essa experiência é uma exigência dos tempos atuais.&lt;br /&gt;Escutava com atenção e vivia a sensação de que gostava do que estava ouvindo.&lt;br /&gt;E Irina continuava:&lt;br /&gt;_ Eles pensam, assim me disse Mateus, que se houver um combate aos sentimentos primitivos, dentro da loja, como ciúme, inveja e vaidades na hierarquia, esse processo pode se tornar uma condição de melhor resultado. O problema passa pelo corporativismo emergente de gerentes que não evoluíram e da insegurança desses, que interpretam, que podem ser destituídos. Dizem que a hostess é muito importante em outros países, por tratar-se da responsável pela logística do atendimento.&lt;br /&gt;Pediu-me desculpas pelo incômodo e se despediu.&lt;br /&gt;Acentuei, que lhe desejava um ótimo trabalho e vida nova.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-2991330098195275966?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/2991330098195275966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/diplomacia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/2991330098195275966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/2991330098195275966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/diplomacia.html' title='Diplomacia'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-4121599328716488554</id><published>2011-11-09T10:15:00.001-08:00</published><updated>2011-11-09T10:15:30.814-08:00</updated><title type='text'>A consulta</title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; width: 490px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A madrugada era chuvosa. Chuva fina e insistente. O frio era suportável. Os bichinhos de luz e mariposas voavam tirando fino da lâmpada acesa. O silêncio fazia o tempo demorar a distanciava a aurora do dia seguinte.&lt;br /&gt;Durante vários dias, Irina havia estado muito calada, e, ao insistirem com ela, acabou confessando haver entrado numa persistência nostálgica.&lt;br /&gt;_ Agradeça à sua perseverança disse-lhe, naquele dia, Mateus, gerente do supermercado Ênfase. Irina, não tinha dúvida, havia algum tempo, entregava-se a uma nostalgia onírica. Ressaltava o passado o que havia feito; o que deixara de realizar. Pensava que o seu hoje era exatamente a atualização de tudo: dores, amarguras, mas também algumas coisas boas.&lt;br /&gt;Naquela madrugada lia por um tempo e fazia suas orações por outro tempo. Assim:&lt;br /&gt;Pai nosso que estais no céu. Santificado seja o vosso nome. Venha a nos o Vosso Reino...&lt;br /&gt;Nossa Senhora da Abadia, Mãe de Deus, Faça com que eu guarde um coração de criança, puro e transparente. Como uma fonte. Dá-me um coração simples que não queira saborear o pessimismo; um coração magnânimo para dar, carinhoso para a compaixão. Um coração fiel e generoso...&lt;br /&gt;Do livro Os anos de aprendizado de Wilhen Meister, de Goethe, encantara-se com um poema e começou imediatamente a escreve-lo:&lt;br /&gt;Só quem conhece a nostalgia&lt;br /&gt;Sabe de que padeço !&lt;br /&gt;A sós e à margem&lt;br /&gt;De todas as alegrias,&lt;br /&gt;Para o firmamento&lt;br /&gt;Volto meu olhos.&lt;br /&gt;Ah! Quem me ama e me conhece&lt;br /&gt;Está distante.&lt;br /&gt;Sinto vertigens, um fogo queima.&lt;br /&gt;Em minhas estranhas.&lt;br /&gt;Só quem conhece a nostalgia&lt;br /&gt;Sabe de que padeço.&lt;br /&gt;Em seguida rabiscou o papel desenhando uma máscara e escreveu: Todos os rostos se transformam em máscaras. Fantoches que tentam fazer sucumbir à verdade. Almas pálidas e envergonhadas. Carentes...&lt;br /&gt;Ao levantar-se da poltrona caminhou até a cozinha para tomar chá verde, bom para o colesterol, dissera-lhe, seu amigo Mateus, gerente do Ênfase. Lembrou-se que cedo, pela manhã, precisamente às 8 horas, teria sua primeira consulta com o psicanalista indicado por Mateus. Dormiu e sonhou que o, 'Ênfase passava por um processo de prevenção de perdas'. Acordou, pensando, que 'prevenir perdas é o sentido da vida'.&lt;br /&gt;_ Pois bem, fale-me de você. Fale tudo o que passar por sua cabeça - disse o psicanalista. Com um semblante que indicava, capacidade de espera... Paciência.&lt;br /&gt;Irina parecia não estar nesse mundo. Como recurso para dar conta, olhava cada ponto do consultório: luz de penumbra, mesa que comportava livros, poltronas, estantes com livros bem desarrumados e por ultimo fixava olhar nos óculos e nos cabelos desalinhados daquele senhor com seus, mais ou menos, 55 anos.&lt;br /&gt;_ Pois bem, então, o que lhe aflige?&lt;br /&gt;_ Foi muito difícil sair de casa para vir até aqui, exclamou Irina.&lt;br /&gt;_ De Fato, caminhar na direção do próprio encontro, é mesmo, muito difícil, acentuou, o psicanalista. Continue. Incentivou.&lt;br /&gt;_ Sabe, tenho 44 anos e dez anos para cá, minha vida mudou muito, pois o sofrimento me abotoou. Não me deixou ser a mesma de antes. A angústia e a amargura, são a minha agrura cotidiana. Não durmo direito, não descanso e só penso que tudo não vale a pena.&lt;br /&gt;_ Como era antes? Argüiu o profissional das mentes perturbadas.&lt;br /&gt;_ Era melhor. Brinquei muito na minha infância. Compreendia a vida, como o palco da felicidade. Jamais tive o sentimento de que seria inevitável a vivência de desamparo; e, que, a solidão, nos espreita o tempo todo.&lt;br /&gt;O psicanalista em silêncio. O suposto saber vigilante e como testemunha, do contar uma vida e das vicissitudes de uma alma, de um destino.&lt;br /&gt;_ Sou a terceira de três irmãos. Sou a única mulher e talvez, a promessa do futuro garantido, tenha incidido mais em mim. Compreende? Meu Pai era muito generoso e minha mãe ingênua. Não sabiam, não Pensavam que o mundo tem a vocação para mudanças. Assim todo o surpreendente de um mundo diferente abalou toda a estrutura familiar...&lt;br /&gt;Nosso tempo acabou. Volte amanhã. Às três da tarde, está bem? Irina de que...?&lt;br /&gt;Perguntou o analista.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-4121599328716488554?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/4121599328716488554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/consulta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4121599328716488554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4121599328716488554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/consulta.html' title='A consulta'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-8265511965287421513</id><published>2011-11-09T10:14:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T10:14:25.081-08:00</updated><title type='text'>Noite Fria</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Noite fria, exuberantemente fria, Daquelas noites que sugerem sofá e cobertor, chá quente, café ou chocolate. Frio que invade frestas e que penetra a alma. Essas noites que dão o sentido da solidão e que demitem as ruas. Noite capaz de fazer da televisão a única expressão de companhia, a condução viabilizadora do outro dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Há algum tempo Irina lia o livro, Os Patriotas de Max Gallo e, sentindo-se sem lugar, pois só e angustiada, inevitavelmente mobilizada pelo personagem Bertrand Renaud de Thorenc, decide que iria assistir ao programa eleitoral e exclamou para si mesma: 'às vezes é diante da mediocridade que se compreende a vida. É a partir de nossas compreensões que não se desiste, que se dá o impulso para a perseverança e para a esperança.'&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;A cada candidato ( que vem do latim, via cândido, branco, puro ), que clamava a adesão dos eleitores às suas promessas, Irina se irritava e compreendia a ironia que pautava aquelas expressões caricaturais que invadiam seu sossego triste. Levantando-se da poltrona, mas não sem antes dirigir o controle remoto para matar todos os usurpadores de consciências, constatou que onde poderia ver gente com pés fincados na realidade era no supermercado Ênfase, pois ainda era cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Irina penteia os cabelos, passa o baton costumeiro, veste uma roupa adequada para suportar o frio e pensa que não sabia o que iria comprar.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Entra no Ênfase reflexiva. Caminha por entre as gôndolas, cumprimenta cada colaborador com um 'boa noite' intimista, tira dos seus lugares um produto ou outro, contempla-os, observa a validade e resolve buscar um, carrinho. Exclama, para um e para outro profissional dos vários setores, 'que noite fria, estar com vocês me faz muito bem, pois não agüento mais aqueles políticos me dizendo o que não vão fazer mentindo.' Foi colocado os produtos no carrinho absorta e sugerindo para si mesma não compromisso, olhava para o interior do carrinho disfarçando, pois olhava mesmo para seu interior que desenvolvia um texto imaginário sobre Mateus, gerente do supermercado. Enquanto Mateus finalizava o diálogo de noite com seus repositores, Irina mentalmente descrevia para si o que fazia dele o gerente de excelência que era: 'educado e sensível às questões do estar-no-mundo de sua equipe e de seus clientes, organizados, transparentes e leal ao supermercadista, seu patrão. Preocupado com as dificuldades dos clientes, mas não passional. Exigente com a limpeza da loja. Estava sempre disposto a resolver os problemas que se lhe apresentavam. '&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;A boa Liderança é aquela que marca a todos, equipe e clientes, pela transparência e disposição para a verdade e, sobretudo, uma gestão equilibrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-8265511965287421513?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/8265511965287421513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/noite-fria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8265511965287421513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/8265511965287421513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/noite-fria.html' title='Noite Fria'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-771913701429697692</id><published>2011-11-09T10:09:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T10:09:04.317-08:00</updated><title type='text'>Vinho Tinto</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Há seis meses Irina não saia de casa. Deprimida, vivia um cotidiano de angústia e melancolia. Mas naquele dia ensolarado de julho, resolveu ir até o Supermercado Ênfase. Precisava de força, desejo de recomeçar. Talvez o ambiente do supermercado pudesse lhe fazer bem. Assim caminhou solitária e pensativa, lembrando das pessoas que trabalhavam na loja antes de sua ausência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Ao Chegar ao Ênfase, Irina se surpreendeu com o que viu e imediatamente interpretou que estava ganhando um presente. Perplexa, compreendeu que seu supermercado estava todo reformado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Com passos lentos e com olhar de tristeza se emocionou com os vasinhos de violeta, vasos de ardísia, rafs, mudas de buganvília de todas as cores pertencentes à floricultura, que não havia antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;À medida que adentrava o Ênfase se deparava com algo novo. Chamou-lhe a atenção o piso negro de granito, que refletia sua imagem a cada avanço de sua caminhada. Disfarçadamente as lagrimas desciam sugerindo a emoção diante desse presente singular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;As compras se intensificavam cada impacto, do novo, na loja, ou seja: Açougue com arrojada configuração, padaria sedutora e com qualidade, ilhas e gôndolas com formato futurístico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Após tomar um café daqueles que esquentam até a alma, resolveu comprar um vinho Cabernet Sauvignon, de preferência português, queria muito lembrar seu pai, que era um genuíno apreciador. Pela primeira vez se flagra dando um sorriso, pois ficou maravilhada com a adega grandiosa e estratégica que fazia parte da loja que ela dizia para si, ser a loja do seu bairro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Mas o verdadeiro antidepressivo encontrado por Irina no supermercado foi o sorriso esboçado por todos os atendentes ao perceberem sua presença. A cada seção era festejada com ênfase por todos. Quando o gerente percebeu que nossa personagem havia terminado suas compras entregou-lhe um buquet de 'dizendo' que gostaria de vê-la sempre no dia-a-dia dos funcionários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Com efeito, o bom atendimento contempla que a equipe perceba a ausência dos clientes que são assíduos e que festejem a volta desses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-771913701429697692?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/771913701429697692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/vinho-tinto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/771913701429697692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/771913701429697692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/vinho-tinto.html' title='Vinho Tinto'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2327000205026380540.post-4842229033975566932</id><published>2011-11-08T03:25:00.001-08:00</published><updated>2011-11-08T03:25:28.764-08:00</updated><title type='text'>Título</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;O dia era claro e tudo conspirava para que o propósito de Irina se concretizasse. Comprar ingredientes para o churrasco do dia seguinte era sua meta. Sugestionável era o estado de espirito de Irina. Seu imaginário estava rico e detalhes – picanhas, asinhas de frango, coração de frango, além de uma suculenta maminha e obviamente o carvão que promoveria a brasa que se encarregaria por aquecer a alma de todos no entorno da churrasqueira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Irina chegara cedo pela manhã no supermercado Ênfase. O movimento era intenso. Quando adentrara a área de vendas do supermercado Ênfase, se percebeu experimentando um misto de perplexidade e encantamento. A geografia da loja constituída de ilha, gôndolas e corredores labirínticos excitava a sofisticada consumidora. Sobretudo, o cheiro de tomates, mangas, e o visual das gôndolas de perfumarias invadiam a alma e a seduziam. Colaborando para que ocorresse em Irina um ímpeto de consumo. A arrumação dos produtos nas prateleiras das gôndolas concorria para que se observasse que as pessoas no interior desse ambiente, disparador de desejo, quase não piscassem, pois imensas num mix extravagantes e necessários produtos, com suas marcas inteligentes e arrebatadoras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;A dinâmica das filas nos caixas sugeria equilíbrio das profissionais que os operavam. Carrinhos competentemente arrumados passando nos corredores iluminados e perfumados faziam de Irina refém desse espaço mágico e sedutor. Encaminhou-se para uma banca de degustação de café. Pois sua intenção era permitir-se relaxada e apreciadora. No entanto, enquanto apreciava o bom café, monitorava tudo e todos, observando cada setor, ressaltando para si, disposição de produtos, atendimento dos funcionários para com os clientes e entre os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Quem a observasse se deparava, após o café degustado, com os passos sincrônicos de Irina empurrando o carrinho na direção do açougue. Irina atende à frente do açougue, avaliando qualidade das carnes e higiene. Mas o propósito de Irina não era só este e sim levar a melhor picanha, o melhor lombo e todos os produtos que participariam do churrasco que festejaria o seu aniversário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;Com efeito, não deve haver dúvida, a loja supermercadista competente e competitiva é aquela que promove o bem-estar de quem a visita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial; font-size: 11px; text-align: -webkit-left;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Alberto Pantoja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2327000205026380540-4842229033975566932?l=apantoja.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apantoja.blogspot.com/feeds/4842229033975566932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/titulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4842229033975566932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2327000205026380540/posts/default/4842229033975566932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apantoja.blogspot.com/2011/11/titulo.html' title='Título'/><author><name>Alberto Pantoja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17669735979861559003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Ifn6ZhMLezA/TtZ_wb-5gJI/AAAAAAAAAAU/L-f-mBF76cM/s220/pantoja.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
